| Expectativa de aumento da inflação fez Banco Central aumentar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual |
O Comitê de Política Nacional (Copom) do Banco Central aumentou nesta quarta-feira (4) a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, elevando a Selic para 12,75% ao ano. Foi o quarto aumento consecutivo da Selic.
Com o aumento, os juros básicos da economia chegam ao seu maior patamar desde o início de 2009, há seis anos, e ultrapassa a taxa de 2011, quando o governo iniciou um movimento para reduzir o juro na economia.
O Banco Central justificou a medida com uma nota explicando que o aumento da inflação influenciou a decisão. “Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés”.
Segundo o portal G1, o novo aumento faz com que o Brasil volte a assumir o posto de país com a maior taxa de juros reais do mundo. A taxa de juro real é o valor dos juros sem considerar a inflação. O ranking foi feito pela consultoria MoneYou. De acordo com o relatório, a nova alta faz com que o Brasil tenha juro real de 5,28% ao ano. O segundo do ranking é a China (3,18%), seguida por Índia (3,17%). Considerando os 40 países do ranking, a média é de uma taxa real de 1% ao ano.
A Selic serve como referência para todas as taxas de juro aplicadas no país. Ela é também considerada como uma instrumento de política econômica. Aumentar a taxa de juro ajuda a conter o aumento da inflação. Por outro lado, ela tem um efeito colateral. O juro mais alto faz com que as empresas diminuam a procura por crédito, reduzindo investimentos e, consequentemente, prejudicando o reaquecimento da economia.
Fonte: Época/Verdade Gospel.
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