Por: Valdivan Alves - em 09/03/15
Em entrevista exclusiva, o secretário de segurança pública, Jefferson Portela garante que desenvolve ações estratégicas para reduzir a criminalidade no Maranhão e garantir paz ao povo.
O secretário de Estado da Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Miller Portela e Silva, de 50 anos, casado, um casal de filhos, delegado de carreira com 16 anos de serviços prestados na Polícia Civil, assume a pasta da secretaria com a missão de recuperar o sistema de segurança e devolver à sociedade a tranqüilidade.
Jefferson ocupou funções como delegado-geral e a presidência da Associação dos Delegados (Adepol), onde levantou uma bandeira de luta pela melhoria das condições de trabalho da categoria Polícia Civil, tendo, por isso, sofrido retaliações.
O secretário já deu início aos trabalhos com a criação de duas novas Superintendências na Polícia Judiciária. Em entrevista a O Imparcial, o secretário Jefferson Portela falou dos projetos para a reorganização do sistema com a origem de novos organismos e ampliar o efetivo para combater à criminalidade.
1: Secretário, como você combaterá à criminalidade?
Primeiramente, desenvolverei ações para a reestruturação do Sistema de Segurança, visto que da forma que foi deixado, não oferece condições de um trabalho profissional que possa dar o resultado efetivo de que tanto necessitamos. O sistema de segurança está sendo todo reestruturado, i sso implica em mudanças administrativas e também a orientação de práticas policiais e alterações de gestão. Os gestores têm de ser dirigentes. Quem assume um cargo de direção tem que gerir, de fato. Temos que ter o absoluto controle administrativo do sistema.
2: O senhor conta com uma equipe preparada para desenvolver as estas ações ?
Antes da posse colocamos como pré-requisito que as pessoas escolhidas para a equipe participassem de cursos sobre gestão. Em dezembro, foi realizada uma apresentação sobre o que queríamos como doutrina de gestão e policiamento para entender e exercer bem a nossa função. Para mostrar que segurança pública não é uma questão de polícia, mas de Estado. Enquanto, não entendermos, vamos confundir as causas com as conseqüências. A polícia cuida das conseqüências. Até então, vivíamos a cultura da criminalidade, agora estamos adotando medidas de regramentos que levam os gestores do Estado e do Município a serem conscientes de seu papel.
A Polícia Militar vai receber o reforço de mil novos policiais, assim como serão recrutados reservistas das Forças Armadas para desenvolver o serviço de policiamento. Também serão os policiais em geral, trabalhados para que recebam os cidadãos com urbanidade, pois não se pode confundir eficiência de polícia com brutalidade. A população tem que ter uma polícia firme no combate aos crimes, porém sem brutalidade contra o cidadão.
3: Qual o cenário que o senhor se deparou ao assumir a Secretaria?
A cidade foi deixada um caos. No Centro Histórico, vimos problemas estruturais que contribuíam para o aumento da criminalidade, como a falta de iluminação. As ruas escuras possibilitavam os assaltos. Casarões abandonados com as portas abertas servem de abrigo para usuários de drogas. Demos cobertura e a Prefeitura de São Luís fechou as portas com alvenaria. Assim, combatemos o crime na área, de forma administrativa, como mudança de prática e câmbio de comportamento de todos. Para isto estamos em constantes reuniões com autoridades de organismos diversos do Estado e do Município. Mantemos também com as comunidades para discutir os problemas e as soluções envolvendo órgão dos executivos estadual e municipal.
Fonte: O Imparcial
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