Postado por: Valdivan Alves - 02/08/14
Blog do Wellington Rabelo
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O detento Erinaldo Almeida Soeiro, de 32 anos, que trocou tiros com um investigador da Polícia Civil, dentro do Fórum do Calhau, ficou paraplégico – um dos projéteis atingiu a coluna vertebral dele. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que, também, comunicou ser estável o quadro de saúde de Erinaldo e que ele não corre risco de morte.
Segundo apurou o blog, o presidiário permanece internado no Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão 1. E, nesta sexta-feira, ele deve ser transferido para o Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão 2, para receber atendimento específico que o seu quadro de saúde requer e ficar até receber alta médica.
ENTENDA O CASO
Durante uma audiência realizada no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Bairro do Calhau, na manhã de quinta-feira (31), um policial civil e um detento ficaram baleados em troca de tiros. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, delegado Marcos Affonso Júnior, o presidiário Erinaldo Almeida Soeiro rendeu dois agentes penitenciários e tomou as suas armas de fogo. Em seguida, ele tentou fugir, mas foi impedido pelo investigador, dando início ao tiroteio.
Sobre o caso, a Assessoria de Comunicação do Fórum forneceu o detalhe de que a audiência começou por volta das 10h. E que, uma hora depois, ao fim da oitiva, o agente penitenciário que fazia a escolta de Erinaldo retirou as algemas do detento, a fim de que este assinasse à ata. Nesse instante, complementou a Ascom, o acusado aplicou um golpe nos órgãos genitais do agente, aproveitando a ocasião para tomar a pistola do servidor do sistema penitenciário.
Diante do magistrado que presidia a audiência, o juiz José Ribamar Helluy Júnior; do defensor público Lúcio Luís Siqueira Ramos, e do promotor de Justiça Gilberto Câmara França Júnior, o presidiário teria corrido da 4ª Vara do Júri e tentado escapar pelos corredores do Fórum. Do lado de fora da sala, segundo as informações da Ascom, Erinaldo rendeu outro agente penitenciário, e subtraiu sua arma. Em seguida, conforme a Assessoria descreveu, o promotor Gilberto gritou por socorro, e o investigador Enedias Chagas Neto, lotado no Departamento de Combate a Narcóticos (Denarc), acolheu ao pedido.
De acordo com declarações do secretário Marcos Affonso, o investigador estava em outra audiência, em um corredor localizado nas proximidades do 1° Juizado Especial Criminal, quando ouviu o pedido de ajuda do promotor e tentou parar o preso. Este, porém, não o obedeceu e atirou no pescoço do policial, que revidou, mesmo baleado, desferindo dois disparos no abdômen de Erinaldo.
Após o tiroteio, o detento foi conduzido para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão1), e o investigador para o Hospital UDI, no Calhau. Por telefone, o titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado confirmou que o policial civil do Denarc estava fora de perigo, pois o projétil não atingiu nenhuma “região delicada”, como vasos sanguíneos e ossos.
Durante a tarde de quinta-feira, surgiram notícias de que Erinaldo havia morrido no hospital. Procurado, o delegado Couto Júnior, que integra a equipe da Delegacia de Homicídios, confirmou que o preso permanecia internado no Socorrão1, com os projéteis alojados na coluna vertebral. E que, simultaneamente, o flagrante estava sendo lavrado no 9° Distrito Policial (DP), São Francisco.
MATOU IRMÃOS EMPRESÁRIOS
A respeito do processo ao qual Erinaldo responde, a Assessoria do Fórum observou que ele é réu em relação ao duplo homicídio ocorrido em 11 de janeiro de 2012, dentro de uma empresa de reciclagem, a Replub Ltda, instalada no km 10 da BR-135, no Distrito Industrial. Naquela ocasião, os irmãos José Mauro Alves de Queiróz e José Queiróz Filho, que eram sócios do referido empreendimento, foram mortos a tiros.
À época, o acusado teria chegado ao local de motocicleta, e rendido um vigilante e outro sócio da empresa, de nome Sérgio. Logo depois, o suspeito compareceu à sala dos irmãos e desferiu os disparos na cabeça das vítimas. O processo referente ao caso estava em fase instrucional.
De acordo com informações obtidas pelo Jornal Pequeno, Erinaldo é suspeito, ainda, de ter participado do assassinato do detento Jhonatan da Silva Luz Ferreira, o “Jocozinho”, de 20 anos, dentro da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), unidade do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A vítima foi encontrada morta no dia 1° deste mês, em uma das celas do Bloco D, da CCPJ.
Fotos: Divulgação

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