Postado por Valdivan Alves
Sábado (03) foi um dia que ficara
marcado na historia de Chapadinha, em virtude da mobilização da sociedade em
clamor pela paz e pela vida. Em virtude do alto índice de violência que se
encontra o nosso município. A sociedade organizada fez uma marcha, intitulada
Marcha pela paz e pela vida onde uniu todo credo religioso e entidades de classe
com um só objetivo de da um basta nessa onda de violência que assola a nossa
querida cidade.
A violência essa em Chapadinha, que nos faz vítimas todos os
dias, consistente em assaltos, agressões físicas, estupros, sequestros,
homicídios e tantos outros delitos, não são novos, existindo desde épocas
remotas. Atualmente, sua natureza e formas de manifestação expressam-se
conforme as condições das cidades, consideradas estas as regiões urbanas que
possuem mais de 50 mil habitantes, dependendo das condições sociais e
econômicas das comunidades. Assim, nos aglomerados desenvolvidos são cometidos
mais crimes contra a propriedade; nos em desenvolvimento, delitos contra a
pessoa, como lesões corporais e homicídios. Ela é parte do cotidiano das
cidades brasileiras, fazendo com que o Brasil, em 2010, em pesquisa de 2013,
tenha sido o país com o maior número de assassinatos em todo o mundo (Folha
de S.Paulo, 14 mar., C4).
É o que ocorre em determinadas regiões do Estado do Maranhão,
nas quais, até meados de 1980, passavam-se anos e anos sem a prática de
homicídios. Aqui em Chapadinha, onde passei minha infância, durante anos a
prática de homicídio era muito rara. Nos dias atuais, a taxa anual de ataques
físicos tem aumentado cerca de 30%. É o que acontece. Nas grandes aglomerações
de habitantes, em São Luís hoje considerado uma das capitais mais violenta do
país.
No plano constitucional brasileiro, compete ao Estado, e não ao
Município ou à União, a repressão à atividade criminosa. Em face do aumento da
população, os Estados, diante da pequenez da quantia por eles recebida dos
valores dos tributos arrecadados pela União, não têm condições de proteger os
cidadãos nas suas comunidades. Os Municípios, por razões legais e financeiras,
são quase inertes em termos de segurança pública. E as comunidades, pelas
mesmas razões, mostram-se prostradas diante dos furtos, roubos, sequestros e
tantos outros crimes. O resultado é desastroso, transformando-nos em vítimas
pacatas e sem esperança.
| PATICIPAÇÃO DOS EDUCADORES |
Que esse evento possa acordar as autoridades competentes para as
resoluções dos devidos problemas na área de segurança em nossa cidade. Foi elaborada
uma carta proposta da sociedade civil, com medidas que possam ser executadas
pelos órgãos competentes a bem da sociedade.
| A PAUTA DE REIVINDICAÇÕES |
Estima-se que, em 2030, 30% dos
pobres do mundo inteiro estejam vivendo nas grandes cidades; em 2050, esse
número passará a 50%. Desse total, entre 30% e 70% não terão condições sociais
de vida (saúde, educação, emprego etc.). Nessa época, no Brasil, pesquisa do fim
do século passado sobre nosso futuro indicava a existência de 60% de
miseráveis. Temos esperança de que isso não ocorra.
A prevenção à criminalidade urbana,
inclusive a violenta, só pode ter sucesso por intermédio de uma inclusão humana
social, econômica e política. Não se reduz a criminalidade a níveis razoáveis
unicamente por meio da lei, definindo novos fatos típicos, agravando a resposta
penal e excluindo benefícios dos autores de infrações penais graves. É uma
verdade secular, já vivida pelo nosso País há longos anos com enorme prejuízo à
segurança pública.
“Não é suficiente falar sobre a paz. É preciso
acreditar nela. E não basta acreditar nela. É preciso trabalhar para
alcança-la.”
"A paz é a única forma de nos sentirmos
verdadeiramente humanos." Albert Einstein

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