A pesquisa foi feita pela consultoria de Timerman com 500 executivos de grandes empresas no Brasil e revela que 62% deles admitem que as corporações em que trabalham poderiam participar de atos de corrupção. Para o especialista a corrupção tanto em segmentos privados como públicos, em todos os países. “Mas na América Latina, o nível de corrupção é muito alto. Há um componente cultural”, disse.
Para Timerman a forte presença do Estado na economia brasileira favorece a corrupção. “Se o Estado tem mais controle ou ingerência na economia, vai haver um ambiente mais propício à corrupção. Porque sempre haverá empresas privadas disputando mais contratos públicos”, afirmou.
Sobre a Lei Anticorrupção, o especialista acredita que a mesma é muito boa, mas que não vê “um movimento por parte das corporações de inibir a prática da corrupção” e para que isso aconteça “o governo terá que fazer cumprir a lei”.
Como sugestão para inibir casos de propinas, Timerman orienta que “as empresas precisam implementar programas de prevenção, detecção e punição. Medidas como desde avaliar os antecedentes dos empregados até abrir um canal para que os próprios empregados façam denúncias”.
Fonte: O Globo/Verdade Gospel

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